Atuação em rede para promoção do trabalho decente

Instituto C&A em 19 de outubro de 2017

Fundações, institutos e Organizações Não Governamentais (ONGs) reuniram-se para discutir como a promoção do trabalho decente e o investimento social podem estimular relações dignas do trabalho e combater o trabalho escravo. O evento, promovido pelo Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPACTO), aconteceu no dia 4 de outubro, em São Paulo.

No primeiro painel, “Geração de informação, investigação e estudos sobre direitos humanos”, diversos especialistas debateram sobre a produção de conteúdo, desde a geração de dados a partir dos processos de certificações e verificações socioambientais até a publicação de relatórios com denúncias de violação dos direitos humanos. 

Mércia Silva, diretora executiva do InPACTO, chamou atenção para ponto crítico ao afirmar que “neste ano, houve redução de 34% nas inspeções do trabalho em relação a 2015”. Ela acredita ser necessária maior articulação entre os envolvidos nessa questão na busca por soluções mais efetivas. 

Gustavo Ferroni, da Oxfam, apresentou a campanha “Por Trás das Marcas” e falou sobre a dificuldade de acesso às informações locais, especialmente no Brasil. A campanha levanta o debate sobre as políticas adotadas pelas multinacionais do setor de alimentos no mundo e como suas cadeias de fornecimento afetam as populações rurais e o meio ambiente. A Oxfam Brasil está fazendo o acompanhamento dos casos levantados no País.

Julia Neiva, da Business & Human Rights, abordou a experiência de gerenciar um banco de dados com cerca de sete mil relatórios publicados por instituições ligadas aos direitos humanos e reproduzidos no portal da instituição. Ana Cristina Nobre da Silva, da Imaflora, e Marques Casara, da Papel Social, encerraram a primeira parte do evento.

“Investimento que combate a vulnerabilidade” foi o tema do segundo painel, que contou com apresentações de Cristina Filizzola, da Aliança Empreendedora, Maria Amália Souza, do Fundo Socioambiental Casa, Taciana Gouveia, do Fundo Brasil de Direitos Humanos, e Luciana Campello R. Almeida, gerente de Direitos Humanos e Transformação da Cadeia de Fornecimento do Instituto C&A. Luciana apresentou os programas e as linhas de atuação do Instituto C&A e reforçou a importância de iniciativas que contemplem a questão de gênero na indústria da moda. “As mulheres representam 76% dos trabalhadores da indústria da moda. Quando falamos em melhores condições de trabalho e combate ao trabalho escravo, precisamos aplicar a lente de gênero e contemplar também iniciativas que tratam essa questão”, avaliou a gerente.  

Saiba mais sobre a atuação do Instituto C&A no combate ao trabalho escravo.

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Instituto C&A e OIT

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Fotos: Érica Maruzi