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Estratégias para enfrentar o trabalho forçado e infantil em cadeias de fornecimento

Aconteceu no último dia 5, em São Paulo, o evento para debater sobre estratégias para enfrentar o trabalho forçado e trabalho infantil em cadeias de fornecimento. A conferência foi organizada pela Organização Internacional do Trabalho, o InPacto e a Rede Brasil do Pacto Global, com apoio do Instituto Carrefour e da Embaixada Britânica. O Instituto C&A, como um dos parceiros do InPacto e da OIT, marcou presença no painel de diálogos sobre a reparação às vítimas do trabalho forçado.

"Nós do Instituto C&A estamos felizes em participar e agregar com uma discussão de tamanha importância. Foi muito importante o seminário ter reunido empresas de diferentes segmentos para discutir estratégias de prevenção do trabalho forçado e infantil, proteção de trabalhadoras e de reparação às vítimas.", afirma Luciana Campello, gerente de programas do Instituto C&A.

Luciana participou de uma mesa de diálogos mediada pela FGV, com a presença do Business & Human Rights Resource Centre (BHRRC). Todos os presentes no evento tiveram a oportunidade de participar da discussão, assim como fazer perguntas e levantar tópicos de interesse. "Foi uma sessão bem interativa. Entre os principais temas, destaco discussão sobre a importância de maior diálogo entre as empresas e fornecedores. Essa comunicação mais transparente entre todos os envolvidos é fundamental na prevenção riscos e violações de direitos humanos. Ressalto também a conversa sobre mecanismos de canais de denúncia, e a garantia do processo de reparação mais participativo, ou seja, com o envolvimento dos grupos afetados e comunidades locais", diz Luciana.

Outro momento importante do evento foi quando o InPACTO homenageou cinco pessoas que se destacaram em suas atuações no fomento no fomento ao diálogo e aproximação do setor privado com sociedade civil e governo em ações de prevenção e combate ao trabalho escravo.

"Sabemos que a formação desse campo de atuação ainda está em processo de consolidação, e que, seria impossível mudar um sistema de gestão de cadeias produtivas e cultura de desigualdades sem a parceria e colaboração de muitas pessoas e instituições. Por isso hoje, o InPACTO  tem a alegria de homenagear um grupo de pessoas, com objetivo de através delas reconhecer muitos parceiros e parceiras no trabalho inovador, corajoso e incansável na construção de um Brasil Livre do Trabalho Escravo à partir da responsabilidade compartilhada de todos os agentes. Reconhecemos o protagonismo de empresas e agências estatais. Mas essas instituições são lideradas por pessoas, que muitas vezes encontram desafios para mudar as engrenagens por dentro. Desafios para fazer-se ouvir e para promover o diálogo interno e externo", explica Mércia Silva, diretora executiva do InPACTO.

Giuliana Ortega, diretora executiva do Instituto C&A, foi uma das homenageadas pelo seu compromisso e dedicação no combate ao trabalho forçado. "Receber esse reconhecimento traz muito orgulho para mim e para a organização que represento, o Instituto C&A, que tem como um dos principais pilares a erradicação do trabalho forçado na indústria da moda" agradece Giuliana.

Os outros homenageados foram Rogenir Costa, da Catholic Relief Services, Anre Roston, do Ministério do Trabalho, Rosangela Riguetto, do Walmart, e Rennan Pantajo, da Tramontina.

"Ao longo dos últimos anos, muitas portas foram abertas para discutirmos caminhos para erradicar o trabalho forçado e o trabalho infantil das cadeias de fornecimento. Esse foi um importante primeiro passo e o mais importante é poder ver, em eventos como esse, que as instituições envolvidas nesse trabalho pretendem continuar o diálogo para descobrirmos, juntos, como chegar a novas soluções e descobrirmos agregar mais e mais empresas nessas rodas”, completa Giuliana. 

*Na foto, Giuliana Ortega, diretora executiva do Instituto C&A