Instituto C&A leva a Milão debate sobre algodão sustentável

O algodão é a fibra mais usada pela indústria da moda, mas seu cultivo demanda o emprego intensivo de água, defensivos agrícolas e fertilizantes. Tais práticas prejudicam a saúde dos agricultores e agridem o meio ambiente.

O Instituto C&A vem focando suas atividades para transformar a moda numa força para o bem, com o incentivo ao algodão sustentável e orgânico, melhores condições de trabalho e combate ao trabalho forçado e infantil.

Atualmente, menos de 0,1% do algodão produzido no Brasil é orgânico. Seu sistema de produção, por meio da agricultura familiar, exige uma mudança na forma de combate a pragas, no plantio e na colheita, fazendo com que a produtividade seja mais baixa e os preços mais altos.

O cultivo de algodão orgânico não utiliza nenhum produto químico tóxico, não danifica o solo, tem menos impacto no ar e usa 71% menos água e 62% menos energia. O algodão convencional usa cerca de 16% dos inseticidas do mundo e 7% dos pesticidas.

O trabalho em algodão no Brasil e o laboratório de moda sustentável serão temas da palestra da diretora executiva do Instituto C&A, Giuliana Ortega, na Conferência de Sustentabilidade Têxtil, que este ano acontece entre os dias 22 e 24 de outubro, em Milão (Itália).

Anualmente, o evento reúne profissionais envolvidos com responsabilidade social corporativa e sustentabilidade, abastecimento e cadeias de suprimentos, desenvolvimento de produtos e negócios, design, educação e advocacia.

Com o tema “Unidos pela ação: Acelerando a Sustentabilidade nos Setores Têxtil e da Moda”, a edição de 2018 deve receber mais de 500 participantes.

Organizada pela Textile Exchange, a Conferência de Sustentabilidade Têxtil tem como objetivo incentivar as melhores práticas comerciais na indústria têxtil. A C&A está entre os patrocinadores do evento.