Instituto Avon promove debate sobre moda e violência de gênero

Com o objetivo de reafirmar o compromisso na luta contra a violência de gênero e celebrar os 21 dias de ativismo sobre o tema, o Instituto Avon promoveu, durante sete dias, um encontro na Casa Mulheres do Brasil, em São Paulo.

A iniciativa buscou dar acesso à informação, capacitar profissionais e promover a reflexão de maneira inovadora, através de um espaço sensorial que aproximou os valores e causas de criativos, intelectuais, organizações e ativistas. 

A convite do Instituto Avon, o Instituto C&A ficou responsável por debater o tema “Moda para Transformação”, no dia 6 de dezembro.

O conteúdo, estruturado em parceria com a Modefica, primeira plataforma de moda e comportamento transdisciplinar com foco na sustentabilidade e no futuro, incluiu um panorama da relação entre gênero e moda, uma roda de conversa e uma costura coletiva com o Cami - Centro de Apoio e Pastoral do Migrante. O centro promove ações de inclusão social para garantir os direitos dos imigrantes e empoderar mulheres costureiras.

 

“Muitos dos desafios da indústria da moda refletem tendências sociais mais amplas, que incluem a desigualdade de gênero e a violência contra as mulheres”, afirma Luciana Campello, gerente de Direitos Humanos e Transformação da Cadeia de Fornecimento do Instituto C&A.

 

Segundo ela, para transformar a moda em uma força para o bem, é necessário promover os direitos das mulheres. Por essa razão, o Instituto busca incorporar uma “lente de gênero” em todos os seus programas.

“Isso significa apoiar projetos e parceiros que promovam a voz, a liderança e as habilidades das mulheres em exercerem seus direitos e influenciarem a tomada de decisões”, destaca Luciana.

O encontro também contou com uma palestra da idealizadora do projeto “Eu Sou Muitas”, Karlla Girotto. “O sistema da moda, da forma como conhecemos hoje, é bastante hegemônico e violento em suas práticas. E quando eu me dei conta disso, logo vi que não era disso que queria fazer parte.” 

Anualmente, milhares de mulheres são vítimas de violência baseada no gênero. O evento, que aconteceu de 4 a 10 de dezembro, representou um espaço de união, reconstrução e apoio, além de contribuir para a educação, o engajamento e o fortalecimento de ações que estão à frente da prevenção e do enfrentamento dessa violência.