Fundo Brasil e Instituto C&A lançam edital de combate ao trabalho infantil na indústria da moda

Em parceria com o Instituto C&A, o Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou no dia 5 de dezembro, durante o evento “Diálogos Musicais em Direitos Humanos” em São Paulo, o edital “Combatendo o Trabalho Infantil na Indústria da Moda” com o objetivo de fortalecer iniciativas que combatam o emprego de mão-de-obra infantil no país.  

Mais de 400 projetos de defesa e promoção aos direitos humanos em todas as regiões do país já foram apoiados pelo Fundo Brasil, totalizando R$ 18 milhões em doações. Em 2019, o valor doado pelo Fundo será de até R$ 900 mil. As inscrições devem ser feitas pelo site da instituição até o dia 19 de fevereiro.

O Fundo Brasil apoiará um mínimo de 10 iniciativas com valores que variam entre R$ 60 mil e R$ 90 mil, para realização em até 12 meses. Além da doação de recursos, os projetos selecionados participarão de atividades de formação e contarão com o acompanhamento do Fundo, uma vez que seu objetivo é, além de apoiar, fortalecer essas organizações.

A parceria do Instituto C&A com o Fundo Brasil, firmada em julho deste ano, visa estimular o desenvolvimento de projetos que inspirem ações e novas ideias de enfrentamento ao trabalho infantil na indústria da moda.
 

“Pensando no trabalho que desenvolvemos no Instituto C&A, formamos uma parceria com o Fundo Brasil com o objetivo de combater o trabalho infantil presente na indústria da moda, que na maioria das vezes se dá no ambiente doméstico, em pequenas oficinas informais, tornando o problema ainda mais difícil de ser rastreado.”, afirma Luciana Campello, gerente de Direitos Humanos e Transformação da Cadeia de Fornecimento do Instituto C&A.


No Brasil, 2,7 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalham irregularmente, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2016. A estimativa global é de que 152 milhões de crianças são vítimas do trabalho infantil, deste total, praticamente metade trabalha em atividades consideradas perigosas, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). As consequências do trabalho infantil refletem na educação, no lazer e na saúde dessas crianças que muitas vezes deixam de ir à escola, não tem tempo para brincar e não recebem alimentação adequada.

A parceria tem como foco a atuação nos principais polos de confecção no país, como o Polo do Agreste Pernambucano, Rio de Janeiro (Petrópolis e Nova Friburgo), São Paulo (capital, Limeira e Franca), Goiânia, Santa Catarina e Paraná.