Instituto C&A incentiva a produção de algodão sustentável

Trabalhamos colaborativamente, com foco na agricultura familiar, para impulsionar a produção de algodão sustentável no setor

Segundo a Embrapa Algodão, a produção de algodão orgânico no Brasil equivale a menos de 0,1%. Esse número tão baixo é uma má notícia para o meio ambiente, isso porque o cultivo de algodão orgânico não utiliza nenhum produto químico tóxico e não danifica o solo, além de economizar água e energia e, consequentemente, diminuir o impacto socioambiental da indústria.

Hoje, o cultivo de algodão orgânico no Brasil está baseado na agricultura familiar. Sendo assim, para aumentar a disponibilidade dessa matéria prima é preciso incentivar pequenos agricultores e agricultoras a adotarem a cultura de um algodão mais sustentável.
 

“O algodão cultivado de forma sustentável pode transformar os impactos socioambientais da indústria da moda, preservando o meio ambiente e melhorando a  vida das agricultores e dos agricultores. Por isso, apoiamos iniciativas que fortalecem a agricultura familiar e a produção de algodão orgânico”, destaca Luciana Pereira, gerente de Matérias-Primas Sustentáveis do Instituto C&A. 

 

Apoiamos parceiros que fortalecem a cooperação da indústria, levam capacitação técnica aos produtores, e apoiam o desenvolvimento de lideranças femininas no campo. Sempre com o mesmo propósito: incentivar a produção e o uso de algodão orgânico. Acreditamos que esse é um dos caminhos para transformar a moda em uma força para o bem.

Unindo a indústria

Sabemos que trabalhar isoladamente não é o suficiente para transformar o setor. Por isso, buscamos unir companhias e entidades da sociedade civil com o mesmo propósito: apoiar o crescimento da produção e da demanda de algodão sustentável.
Nossa estratégia global prioriza o apoio a iniciativas que agregam diferentes organizações com o objetivo de unir a indústria como, por exemplo, a Organic Cotton Accelerator e a Cotton 2040, para impulsionar este cultivo. 

Fortalecendo o campo

Também apoiamos parceiros que auxiliam no fortalecimento das comunidades agrícolas, promovendo a disseminação do plantio de algodão orgânico e garantido mais qualidade de vida às trabalhadoras e trabalhadores do campo. 
Para realizar esse trabalho contamos com o Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, uma organização que há mais de 43 anos apoia a agricultura familiar e que realiza, desde 2016, um trabalho com agricultoras e agricultores do semiárido cearense sobre práticas de conservação dos recursos naturais e de controle natural das pragas.

Em 2017, o Esplar realizou o treinamento de 117 famílias de agricultores, o resultado foi 51 hectares de consórcios agroecológicos plantados, produzindo quase 2 kg de pluma de algodão orgânico. 43% das participantes do treinamento eram mulheres. Uma delas é a Rita, segundo ela “A agroecologia, sem dúvida, é uma forma de empoderamento feminino”. Você pode saber mais sobre a história da Rita aqui


“Temos uma atuação sistemática para tentar disseminar a proposta do algodão agroecológico. Percebemos que ele é mais valorizado e está intimamente ligado ao futuro da agricultura familiar no semiárido do Ceará”, afirma o agrônomo fundador do Esplar, Pedro Jorge Bezerra Ferreira Lima.

A Diaconia é mais um dos parceiros do Instituto C&A no projeto “Algodão em Consórcios Agroecológicos”, que ajuda a fortalecer  agricultores e colocar em pauta a produção sustentável em sete Estados (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) do semiárido brasileiro.

O objetivo da iniciativa é beneficiar 2 mil famílias agricultoras em dois anos, com a produção do algodão em consórcio com outras culturas alimentícias, como milho, feijão e gergelim. Atualmente, 800 famílias produzem algodão agroecológico certificado no Nordeste.

Segundo o engenheiro agrícola Fábio Santiago, coordenador da ação na Diaconia, o projeto vem para reforçar a gestão dos OPACs - Organismos Participativos de Avaliação da Conformidade - associações que representam famílias de agricultores certificadas a emitir o selo de produto orgânico -, aumentar o movimento de inclusão de novas famílias e incentivar a produção orgânica dos produtos.

“Agora, a ideia é reforçar a gestão desses OPACs, aumentar o movimento de inclusão de novas famílias e avançar na produção orgânica dos produtos, incluindo milho, feijão e gergelim”, explica Fábio.