Diaconia: transformando a indústria da moda por meio do algodão orgânico

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Em 2019, o Instituto C&A comemora cinco anos atuando para transformar a moda em uma força para o bem. Nesta série de entrevistas, destacamos cinco parceiros que estão conosco nessa jornada por uma indústria da moda justa e sustentável.  

Waneska Bonfirm, Coordenadora de Políticas e Educação na Diaconia, conta como a missão de promover inclusão social se dá por meio da defesa dos direitos civis, da promoção de políticas públicas e da busca por justiça de gênero.  

A Diaconia encontrou na agricultura orgânica a saída para promover segurança nutricional e estabilidade financeira para famílias agricultoras. O resultado é uma relação mais harmoniosa entre a comunidade e a natureza, bem como uma opção mais sustentável de agricultura dentro das regiões semiáridas do Brasil. 

Falando de seu próprio papel na Diaconia, Waneska diz: “O que me deixa mais orgulhosa no trabalho que realizamos nesta organização é a chance de servir aos outros e criar projetos que ajudam a transformar as vidas das pessoas, melhorando suas condições de vida”. 

O Instituto C&A apoia o projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos realizado pela ONG. Um ano após seu início, Waneska nos conta que os agricultores locais já conseguiram complementar sua renda com a venda de algodão sem quaisquer pesticidas ou produtos químicos e, ao fazê-lo, também conseguiram consumir os alimentos orgânicos que são cultivados em consórcios, junto com o algodão. 

Refletindo sobre a colaboração com o Instituto C&A, Waneska diz: “Nossa parceria tem sido muito importante. Ela fortaleceu a organização e, ao mesmo tempo, validou o nosso compromisso com a agricultura orgânica. Essa relação nos impulsiona a ter ideias e estratégias que nos permita escalar esse modelo para outros estados e gerar maior impacto”. 

Um esforço coletivo  

O projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos, em parceria com o Instituto C&A, não tem sido um trabalho exclusivo da Diaconia - ele também envolveu outras instituições locais. Esta tem sido uma campanha particularmente desafiadora, mas importante e com bons resultados, diz Waneska. A rede se esforça por garantir um conjunto comum de metodologias padrão, mas cada território e cada organização tem liberdade para testar seus próprios processos.  

Sobre a parceria, ela explica que “temos um grupo para pensar, criar e agir em conjunto, adotando princípios e metodologias semelhantes para garantir que a nossa intervenção seja o mais próxima possível da proposta original do projeto, respeitando também a identidade única de cada território e de cada instituição envolvida no processo”. 

Resultados sustentáveis em primeiro lugar 

Para maximizar o impacto nas comunidades e garantir o sucesso do projeto, a estratégia da Diaconia tem sido discutir o que está sendo feito com as organizações locais e com as pessoas em cada território, estejam eles no campo ou nas cidades. Isto valida a sua intervenção, ao mesmo tempo em que garante a transparência do processo - ambos elementos cruciais para o sucesso desse trabalho. 

“Discutir nossas ideias, ouvir as preocupações da comunidade e expor quais são as nossas capacidades e limitações tornou as pessoas, nestes diferentes lugares, mais receptivas ao que temos para oferecer e nos tornou mais eficientes em atingir nossos objetivos e obter melhores resultados”, explica. 

Destaques e vitórias 

Quando perguntada sobre os momentos mais memoráveis do ano passado, ela conta, com orgulho, sobre a reunião dos comitês consultivos do projeto: “Esse foi um momento importante, porque mostrou como uma intervenção tão ousada e desafiadora como esta pode ser desenhada com o trabalho em equipe. O alto nível de participação das mulheres foi notável. Na minha opinião, é sempre importante perceber não só o que está ao nosso alcance, mas também quais são os desafios e onde precisamos melhorar, e para isso as reuniões do comitê foram cruciais.” 

Finalmente, Waneska ressalta que “todos nós temos um trabalho importante a fazer dentro do setor, independentemente de nossa posição dentro dele. Aprendo diariamente e reconsidero minhas próprias práticas ao administrar e coordenar uma organização responsável por um projeto como esse, dando atenção às mulheres que cultivam algodão orgânico e ao papel que elas desempenham neste ciclo, bem como observando como meu próprio trabalho pode se relacionar com o delas”. 

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