2ª edição do Índice de Transparência da Moda Brasil

Partilhar

O movimento Fashion Revolution lançou em 10 de Dezembro a segunda edição do Índice de Transparência da Moda Brasil, levantamento regional que analisa as políticas e práticas de transparência e sustentabilidade de grandes marcas da indústria da moda. Este ano, o estudo aumentou no número de empresas avaliadas e apresentou avanços em relação à edição anterior. 

O índice contou com apoio do Instituto C&A e de outras entidades do setor têxtil, como a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). 

A publicação que até 2017 acontecia apenas de maneira global, ganhou um recorte Brasil por entender a importância do país como um dos principais polos têxteis do mundo. Em sua segunda edição foram selecionadas 30 marcas – dez a mais que a anterior – e verificou-se como elas apresentam ao público informações relativas à sua cadeia produtiva e aos seus impactos sociais e ambientais.  

Na metodologia, o estudo manteve seus cinco quesitos de avaliação - “Políticas e Compromissos”, “Governança”, “Rastreabilidade”, “Conhecer, Comunicar e Resolver” e “Tópicos em Destaque”. Seguindo o mesmo formato do Índice Global, a equipe técnica incorporou temas relativos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que englobam questões trabalhistas, de igualdade de gênero, consumo responsável e ações de combate as mudanças climáticas. 

“Os resultados, apesar de relatar pouco engajamento das marcas que participam pela primeira vez, mostram um avanço das marcas que já estiveram na edição anterior. Esperamos que este projeto contribua com a transformação sistêmica do setor, impactando diretamente as pessoas que fazem nossas roupas e fomentando processos e relações mais éticas.”, diz Fernanda Simon, diretora executiva do Fashion Revolution Brasil 

As 20 marcas que haviam participado da edição anterior aumentaram sua pontuação em 39% no índice deste ano. Ainda assim, o levantamento indica que há muito espaço para melhorias, em especial na organização e no detalhamento de informações sobre ações, processos e resultados, que vão além do enfoque nas políticas institucionais.


Para o movimento Fashion Revolution, o estudo é um impulso inicial para movimentar consumidores, marcas, poder público e organizações da sociedade civil em prol da transparência e de uma atuação mais responsável com seu entorno. Leia o relatório completo aqui

 

Partilhar